O aplicativo Pardal, uma ferramenta destinada a relatar irregularidades durante as campanhas eleitorais, já está disponível como parte da plataforma da Justiça Eleitoral, consolidando-se como uma tradição nas eleições brasileiras.
Este sistema compila relatos de possíveis infrações às normas que regulam as campanhas. Seu uso é normatizado pela Portaria TSE nº 451/2026. No estado de São Paulo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) aprovou a Resolução TRE-SP nº 689/2026, que aborda essa questão.
Sistema dividido em três módulos
A partir do ano de 2026, o mecanismo de denúncias será dividido em três módulos: Pardal Móvel, Pardal Web e Pardal ADM. Essa aplicação pode ser baixada tanto na Play Store quanto na App Store.
Além disso, o acesso aos serviços eleitorais também é facilitado por plataformas conhecidas pelos eleitores, como o e-Título e o Gov.br. Um dos recursos disponíveis para combater a desinformação é o Sistema de Alerta de Desinformação Eleitoral (Siade), que se concentra na identificação e alerta sobre informações falsas.
Monitoramento e autoridade policial
A atuação da Justiça Eleitoral se organiza sob a liderança do corregedor regional eleitoral, cargo atualmente ocupado por Roberto Maia Filho na Corregedoria Regional Eleitoral de São Paulo (CRE). O trabalho conta com o respaldo do poder de polícia e a designação de juízes auxiliares, escolhidos em sessão administrativa do Pleno realizada em dezembro do ano anterior, cada um encarregado de sua respectiva zona eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) também desempenha um papel importante nesse monitoramento, envolvendo profissionais como Claudia Lúcia Fonseca Fanucchi, Maria Domitila Prado Manssur e Ronnie Herbert Barros Soares.
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