Nesta quarta-feira, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo apresentou um conjunto de diretrizes voltadas para o descarte seguro de medicamentos que estão vencidos ou não são mais utilizados, os quais podem representar riscos tanto para a saúde pública quanto para o meio ambiente.
As orientações divulgadas levam em consideração dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e programas de controle sanitário, além de abordar a logística reversa desses produtos. A prática adequada de descarte é fundamental para minimizar a contaminação do solo e da água, prevenindo acidentes e intoxicações em ambientes domésticos.
Conforme informações fornecidas pela Secretaria, os princípios ativos dos medicamentos têm potencial para persistir no meio ambiente. A OMS reforça que um gerenciamento eficiente dos resíduos farmacêuticos é crucial para salvaguardar tanto a saúde pública quanto o ecossistema.
Locais adequados para descarte
Medicamentos fora da validade, sobras de tratamentos e produtos não utilizados devem ser entregues nos seguintes locais:
- farmácias e drogarias que integram o sistema de logística reversa;
- Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que aceitam esse tipo de resíduo;
- outros pontos de coleta autorizados pelos municípios.
Antes de levar os medicamentos para os locais apropriados, recomenda-se manter os itens em suas embalagens originais sempre que possível, pois isso facilita sua identificação. As caixas de papelão e bulas podem ser descartadas separadamente, seguindo as diretrizes da coleta seletiva local.
Práticas a serem evitadas
- descartar no lixo comum;
- jogar na pia;
- descartar no vaso sanitário;
- deixar em terrenos ou áreas abertas.
Essas ações podem levar substâncias químicas a contaminar o solo, rios, reservatórios e lençóis freáticos, além de apresentarem riscos à saúde de pessoas e animais que possam entrar em contato com esses resíduos.
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Tipos de medicamentos permitidos para descarte
Os centros de coleta aceitam diversos tipos de medicamentos destinados ao uso domiciliar, incluindo:
- comprimidos e cápsulas;
- xaropes;
- pomadas e cremes;
- frasquinhos com soluções líquidas;
- cartelas (blisters);
- medicamentos controlados que estejam vencidos ou não sejam mais utilizados.
Em certas situações, seringas, agulhas e outros materiais cortantes exigem um fluxo específico para descarte. Portanto, é aconselhável consultar a unidade de saúde antes de levá-los ao ponto de coleta.
Processo após a coleta
Depois que os medicamentos são entregues, eles passam por um processo de triagem conforme as normas sanitárias estabelecidas. Subsequentemente, serviços especializados se encarregam do tratamento e destinação final adequada ao meio ambiente, em conformidade com as leis vigentes.
Esse procedimento integra o sistema de logística reversa, onde as empresas são responsáveis pela destinação dos produtos que comercializam.
Dicas para evitar desperdícios
Além da importância do descarte correto, a Secretaria da Saúde sugere algumas medidas para prevenir o acúmulo desnecessário de medicamentos em casa:
- verificar regularmente as datas de validade;
- armazenar os medicamentos em local seco, protegido da luz e fora do alcance das crianças;
- usar os medicamentos somente sob orientação médica;
- não interromper tratamentos sem consultar um profissional;
- não compartilhar medicamentos com outras pessoas.
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