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Empresário é preso suspeito de comércio ilegal de armamento no Paraná

Marilia DiarioMarilia Diariofevereiro 13, 2025 4292 Minutes read0

Mais de 100 armas foram apreendidas e dois endereços do empresário foram interditados. Operação cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em seis cidades do norte do estado.

Um empresário foi preso na manhã desta terça-feira (11), em Cornélio Procópio, no norte do Paraná, durante uma operação do Ministério Público que investiga a venda ilegal de armas.

Dono de uma loja especializada e de um clube de tiro na cidade, ele é suspeito de desviar e comercializar armamento de forma irregular. Mais de 100 armas foram apreendidas, e seus dois estabelecimentos foram interditados.

Operação contra comércio ilegal de armas

A ação contou com o apoio do Exército Brasileiro e da Polícia Militar (PM). Além da prisão do empresário, 30 mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) em seis cidades da região: Sertaneja, Uraí, Santa Mariana, Jataizinho, Primeiro de Maio e Londrina.

Na quinta-feira (13), a operação teve uma segunda fase, com o cumprimento de mais 18 mandados de busca e apreensão em Cornélio Procópio, Nova América da Colina, Nova Fátima, Rancho Alegre, São Jerônimo da Serra, Congonhinhas, Ribeirão do Pinhal e Arapongas.

Investigação começou em 2022

De acordo com o promotor Guilherme Franchi, a investigação teve início em 2022, com o objetivo inicial de combater o tráfico de drogas.

No entanto, durante uma operação em 2023, a análise do celular de um dos investigados revelou conversas que indicavam um esquema ilegal de venda de armas e munições, envolvendo o empresário preso.

“Os materiais apreendidos nos levaram a um CAC que comprava munições ilegais do lojista. Em uma nova etapa da investigação, foram cumpridos mandados contra esse CAC e o empresário. A operação de hoje é um desdobramento dessas apreensões feitas em 2023. O volume de informações encontrado foi grande e exigiu tempo para análise e organização desta ação”, explicou o promotor.

Empresário é CAC e tinha permissão para comercializar armas

O Ministério Público informou que o empresário preso também possui registro CAC e tinha autorização para vender armamentos legalmente. No entanto, o esquema envolvia armas sem registro, o que levou ao início da investigação.

Mais de 10 armas e diversas munições foram apreendidas durante a operação.

O promotor ressaltou que, para obter a nomenclatura de CAC, é necessário passar por um rigoroso processo de credenciamento junto ao Exército Brasileiro. Apenas após a aprovação, o indivíduo pode adquirir armas para coleção, tiro esportivo ou caça.

“Mesmo com essa autorização, o **CAC não tem o direito de portar armas de fogo no dia a dia. Se um CAC for flagrado com armamento ilegal, além de responder criminalmente, pode perder sua autorização para possuir armamento legalizado”, explicou Franchi.

Defesa alega regularidade das armas

A defesa do empresário afirmou, por meio de nota, que todas as armas e munições possuem registro e que seu cliente tem autorização para comercializá-las. Além disso, destacou que mais detalhes sobre o caso serão apresentados no decorrer do processo.

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