A major Daniela Santos Oliveira, integrante do Corpo de Bombeiros de São Paulo, fez história ao se tornar a primeira mulher a liderar uma missão humanitária internacional promovida pelo Governo do Estado.
Sob sua coordenação, uma equipe especial composta por 29 bombeiros, além de dois médicos e profissionais da Defesa Civil, partiu para a Venezuela com o objetivo de resgatar e oferecer suporte às vítimas do terremoto.
Para Daniela, assumir a liderança dessa delegação é o resultado de anos de comprometimento e treinamento. “É uma experiência singular na minha carreira. Não importa o gênero; quando desejamos algo, precisamos estudar e nos preparar.”
Com um histórico em situações extremas como desastres naturais, a major já teve participação em operações de busca e salvamento na Turquia em 2023.
Ela também esteve presente nas ações após o colapso da barragem em Brumadinho e nas enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul.
A major observa que as lições aprendidas na Turquia foram fundamentais para facilitar a chegada da equipe ao novo país.
‘Escola’ em missões
“A experiência na Turquia foi um verdadeiro aprendizado sobre missões internacionais. Ela evidenciou a relevância da logística e nos deixou mais preparados para nossa chegada à Venezuela”, ressalta.
A capitã médica Fabiana Maria Ajjar, que faz parte do Comando de Aviação da Polícia Militar, também está envolvida na missão, oferecendo suporte médico. Em sua rotina em São Paulo, ela opera no Helicóptero Águia, realizando resgates médicos emergenciais.
Além dos integrantes da equipe, o Governo de São Paulo enviou cães farejadores, barracas, suprimentos e toda a infraestrutura necessária para estabelecer a base operacional no local.
A principal tarefa da Major é gerir a equipe. “O desafio consiste em coordenar as pessoas, zelar pela segurança delas e garantir que tudo funcione adequadamente durante toda a operação. É uma vigilância constante”, afirmou.
Presença feminina
Assim como a major Daniela, a capitã Fabiana simboliza a presença feminina em uma das mais importantes missões internacionais das forças paulistas. A vivência da médica foi crucial para preparar o grupo frente aos desafios que encontraram na Venezuela.
Para Fabiana, integrar essa missão é motivo de grande orgulho e representa a chance de aplicar sua experiência adquirida em São Paulo em benefício de outra nação. “É uma conquista tanto pessoal quanto profissional representar nossa instituição e utilizar o conhecimento de São Paulo para auxiliar outro país”, declarou.
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