O inverno traz temperaturas baixas e uma umidade relativa do ar bastante reduzida, o que demanda cuidados especiais com a pele, sendo que alguns hábitos da população podem intensificar os prejuízos.
Essas condições climáticas favorecem a evaporação de água e diminuem a oleosidade natural da pele, comprometendo assim a sua barreira protetora.
Maria Augusta Pires Maciel, especialista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) em São Paulo, alerta que certos hábitos pioram essa situação.
Tomar banhos quentes pode reduzir ainda mais a oleosidade da pele, e o uso excessivo de buchas duras e sabonetes agressivos agrava o dano à barreira cutânea.
‘Quando a barreira cutânea está comprometida, a pele fica mais suscetível a infecções, alergias e inflamações. Além disso, pode agravar doenças pré-existentes. Por isso, os cuidados devem ser contínuos, não só no inverno. E se houver coceira intensa, vermelhidão, rachaduras ou dor, é fundamental procurar um dermatologista’,
Maria Augusta Pires Maciel.
Outro erro comum durante o frio é deixar de lado o uso de cremes hidratantes. Além disso, é importante prestar atenção às roupas utilizadas.
Para pessoas com pele mais sensível, usar peças de lã diretamente sobre a pele pode resultar em irritação.
Medidas para proteger a pele
As orientações incluem banhos mornos de até 10 minutos usando sabonetes neutros à base de glicerina e evitar o uso de buchas. Recomenda-se aplicar hidratante no corpo logo após o enxágue, enquanto a pele ainda está úmida.
É importante ressaltar que os óleos corporais não são suficientes para hidratar a pele ressecada por si só; eles ajudam apenas a manter a umidade na superfície da pele. Portanto, é aconselhável usá-los em conjunto com um creme hidratante.
A médica enfatiza que o uso diário de protetor solar deve ser mantido mesmo nos meses mais frios.
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