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Economia
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Group Input aposta em mercados de previsão e mira entrada no Brasil com plataforma SinalOn

RedacaoRedacaoabril 8, 2026 2272 Minutes read0

Empresa propõe sandbox regulatório e quer transformar expectativas coletivas em probabilidades negociáveis, em modelo distinto das apostas esportivas

O Group Input S/A pretende implementar, no Brasil, um modelo ainda pouco explorado: os mercados de previsão. A iniciativa será liderada pela SinalOn, plataforma que transforma expectativas coletivas em indicadores probabilísticos em tempo real. 

O movimento ocorre em meio ao avanço da regulamentação das apostas esportivas no país, mas segue lógica distinta. Em vez de usuários apostarem contra uma casa, como nas bets, os mercados de previsão funcionam como ambientes de negociação entre participantes.

Na prática, usuários compram e vendem contratos vinculados à ocorrência de eventos reais — como indicadores econômicos, decisões políticas ou avanços tecnológicos. Os preços oscilam conforme oferta e demanda, refletindo em tempo real a probabilidade atribuída coletivamente a cada cenário.

A proposta se baseia na agregação de informação: ao reunir diferentes agentes com incentivos financeiros, o sistema tende a produzir estimativas mais precisas sobre eventos futuros.

Modelos semelhantes já operam nos Estados Unidos, com plataformas como Kalshi e Polymarket, que permitem negociações sobre eleições e tendências de mercado. No Brasil, porém, o tema ainda é incipiente e frequentemente confundido com apostas esportivas. 

Hoje, o setor de apostas é regulado pela Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda. Já os mercados de previsão não possuem enquadramento jurídico específico, o que abre espaço para debate regulatório.

A Group Input afirma que pretende participar dessa construção. Entre as iniciativas estão a proposta de um sandbox regulatório — ambiente controlado de testes — e a elaboração de um white paper, documento técnico, adaptado ao contexto brasileiro.

Segundo a empresa, a SinalOn foi estruturada com mecanismos de identificação de usuários, políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e integração com o Pix, buscando aderência às práticas do sistema financeiro.

“Mercados de previsão não são apostas. Trata-se de um mercado informacional, em que as pessoas negociam probabilidades sobre acontecimentos reais. O resultado é um indicador coletivo que pode ajudar na leitura de cenários”, diz Sandro Santos, fundador do Group Input.

Para o executivo, o diferencial está na transformação de percepções em dados estruturados, substituindo opiniões por probabilidades com base em incentivos econômicos.

Como parte da estratégia, a empresa anunciou a criação do Instituto Brasileiro de Mercados de Previsão, voltado à produção de estudos e à definição de boas práticas para o setor.

Estratégia combina tecnologia e agenda regulatória 

“Nosso objetivo não é apenas construir uma plataforma, mas contribuir para que o Brasil desenvolva um modelo responsável e transparente”, afirma Santos. Fundado pelo executivo, o Group Input atua como holding de tecnologia com foco em inteligência artificial, dados, climate tech, regtech, tecnologia regulatória, e novas infraestruturas digitais.

Saiba mais: https://sinalon.com/

o modelo de previsão ainda não é regulado no Brasil e pode envolver riscos financeiros.

Tags
apostas esportivaseconomia digitalGroup Inputmercados de previsãoregulamentaçãosandbox regulatórioSinalOn
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