Os exames de tomografia computadorizada realizados na rede pública de saúde de Garça sofrerão uma interrupção no Hospital São Lucas. A partir das 18h desta quinta-feira, dia 15, a Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB), que administra o hospital, anunciou a suspensão do serviço devido à falta de um contrato formal com a Prefeitura de Garça desde 2025, além de pendências financeiras e a ausência de regularização por parte do governo municipal.
A AHBB divulgou uma nota oficial informando que os serviços estavam sendo prestados sem um contrato firmado desde o ano anterior. Em novembro de 2025, houve uma reunião entre os gestores da AHBB e representantes da prefeitura para discutir a continuidade dos serviços e o compromisso em quitar as dívidas existentes.
Em julho de 2026, a entidade aceitou uma proposta que reduziu os valores cobrados pelos exames realizados desde o final de 2025, visando estabelecer um acordo que evitasse impactos negativos à população.
Apesar das negociações e concessões feitas pela AHBB, as pendências financeiras não foram resolvidas. A administração municipal foi devidamente notificada sobre os prazos para regularizar os débitos e assinar o contrato, bem como sobre a iminência da suspensão dos serviços. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) também foi informado sobre a situação.
Essa interrupção poderá afetar diretamente os pacientes que são encaminhados pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e pelas Unidades de Saúde da Família (USFs).
Em sua nota, a AHBB expressou pesar pelos transtornos causados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), ressaltando que manteve a prestação dos exames pelo maior tempo possível em respeito à população, além de se mostrar disponível para um diálogo transparente.
O prefeito José Alcides Faneco (PL) declarou em um vídeo nas redes sociais que está realizando uma auditoria nos registros referentes ao período de janeiro de 2025 até outubro de 2026 para ajustar as contas relacionadas aos laudos das tomografias.
Ele enfatizou que o tomógrafo é propriedade do município e que os profissionais responsáveis pela operação do equipamento são remunerados pela própria prefeitura.
O prefeito também mencionou que, com a recusa em atender ao público da rede pública, a entidade não realizará exames particulares utilizando o equipamento municipal. Ele assegurou ainda que está tomando todas as medidas necessárias para garantir a continuidade da assistência à população.

