A quarta-feira marca uma atualização nas faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida, promovida pelo Ministério das Cidades, que também planeja a redução das taxas de juros para financiamentos habitacionais.
Essa mudança se alinha ao aumento do salário mínimo, que agora é de R$ 1.621, e tem como principal beneficiário o público da faixa 1, que possui as menores rendas. O objetivo é manter essa faixa próxima a dois salários mínimos.
Por exemplo, uma renda de R$ 2.900, que anteriormente pertencia à faixa 2 e estava sujeita a juros mais altos, agora representa menos de dois salários mínimos e será transferida para a faixa 1 com taxas mais acessíveis. Essa variação é progressiva.
Dessa forma, uma família que recebe R$ 4.900 passará da faixa 3 para a faixa 2. Com essa mudança, a taxa de juros será reduzida de 7,66% para 6,5% ao ano, aumentando a capacidade de financiamento de R$ 178 mil para R$ 202 mil.
Além das novas faixas de renda, o Conselho Curador do FGTS também aprovou um novo teto para os valores dos imóveis nas faixas 3 e 4 do programa.
A portaria assinada pelo ministro Jader Filho altera os limites para áreas urbanas e inclui famílias que residem em zonas rurais. Para essa categoria, o limite da renda bruta familiar anual foi fixado em até R$ 162,5 mil.
Na faixa 4, destinada a famílias de classe média, o teto foi elevado de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais.
Área urbana
- Faixa 1 – renda bruta familiar mensal até R$ 3.200
- Faixa 2 – renda bruta familiar mensal entre R$ 3.200,01 e R$ 5 mil
- Faixa 3 – renda bruta familiar mensal entre R$ 5.000,01 e R$ 9.600
Zona rural
- Faixa 1 – renda bruta familiar anual até R$ 50.000
- Faixa 2 – renda bruta familiar anual entre R$ 50.000,01 e R$ 70.900
- Faixa 3 – renda bruta familiar anual entre R$ 70.900,01 e R$ 134.000
A atualização das faixas de renda e a previsão de redução dos juros no programa Minha Casa Minha Vida são medidas importantes na política habitacional do país.


