O Hospital Moinhos de Vento, situado no Rio Grande do Sul, está promovendo uma pesquisa nacional que busca participantes em São Paulo para investigar a primeira polipílula em desenvolvimento no Brasil, voltada para a prevenção de Acidente Vascular Cerebral (AVC).
Esse estudo é realizado em colaboração com o Ministério da Saúde, através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS). Importante ressaltar que este hospital é o único fora da região Sudeste a participar da iniciativa.
Além de focar na prevenção do AVC, a pesquisa também analisa a eficácia da polipílula em relação a outros eventos cardiovasculares, considerando o manejo de fatores de risco como hipertensão e colesterol alto.
Resultados promissores
Os resultados preliminares já mostraram avanços significativos na diminuição dos fatores de risco cardiovascular.
Atualmente, o estudo está em sua segunda fase e procura recrutar participantes em diferentes estados do país. A meta é acompanhar pelo menos 8.000 pessoas por um período mínimo de três anos.
Sob a direção da neurologista Sheila Martins, a pesquisa investiga uma combinação de dois medicamentos destinados ao controle da pressão arterial, além de uma estatina que visa reduzir os níveis de colesterol.
O objetivo é descobrir se a unificação do tratamento em um único comprimido pode facilitar a adesão à terapia e possibilitar o controle simultâneo dos fatores de risco.
Adicionalmente, o estudo examina estratégias para promover hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, prática regular de atividades físicas e abandono do tabagismo.
Os pesquisadores pretendem avaliar a aplicação da polipílula em pessoas que ainda não apresentam um alto risco cardiovascular, mas que possuem níveis pressóricos que indicam um aumento gradual desse risco.
Novas abordagens
Nesse sentido, essa estratégia se diferencia das abordagens convencionais voltadas para pacientes com pressão arterial mais elevada.
A pesquisa não só avaliará os desfechos cardiovasculares, mas também investigará potenciais efeitos sobre a função cognitiva dos participantes.
Isso significa que os pesquisadores estão interessados em saber se um controle antecipado dos fatores de risco pode ajudar na prevenção do declínio cognitivo e do desenvolvimento de demência.
Além disso, o projeto também está auxiliando na reestruturação do cuidado cardiovascular nas unidades de saúde.
“Esperamos que a medicação possa contribuir para diminuir o risco de demência e outras complicações graves, como infarto e morte cardiovascular”, afirmou Sheila Martins.
Para mais detalhes, os interessados podem entrar em contato pelo telefone ou WhatsApp (51) 99935-6911. O recrutamento e acompanhamento dos participantes estão sendo realizados em 14 Centros de AVC espalhados por diversas regiões, incluindo São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Acre.
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