O atendimento odontológico de urgência, voltado para situações que requerem intervenção imediata, tem se tornado um serviço notável na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) localizada na zona norte de Marília. Entretanto, a comunidade deve estar ciente do funcionamento desse serviço.
Esse atendimento abrange condições como dores agudas, infecções dentárias e traumas na cavidade bucal. O objetivo é proporcionar acolhimento, avaliação adequada e os cuidados iniciais necessários. Após essa fase, os pacientes devem ser encaminhados para os serviços regulares nas unidades de saúde.
Essa ação é especialmente relevante em casos de dores persistentes, como inflamações ou problemas relacionados ao canal dentário, além de infecções e lesões resultantes de quedas ou acidentes.
Um documento elaborado pela unidade revela que o cirurgião-dentista está apto a realizar procedimentos que visam o alívio da dor, tais como curativos, suturas e a prescrição ou administração de medicamentos.
Gabriel Henrique da Silva, cirurgião-dentista da equipe, enfatiza a importância da compreensão por parte da população sobre o papel do atendimento odontológico na UPA.
“Este atendimento destina-se a situações emergenciais. Conseguimos efetuar procedimentos que oferecem alívio e segurança ao paciente até que este possa prosseguir com o tratamento. Em casos de trauma, como cortes resultantes de quedas no lábio ou na língua, podemos realizar uma avaliação, efetuar suturas quando necessário e fornecer medicação e orientações sobre os cuidados subsequentes”, esclarece.
O profissional destaca ainda que as intervenções realizadas na UPA não substituem o acompanhamento regular com um dentista.
“Após esses primeiros atendimentos, os tratamentos que requerem continuidade são encaminhados para a unidade de saúde correspondente ao paciente. Portanto, também enfatizamos a relevância de buscar a atenção básica para acompanhamento contínuo, prevenção e finalização do tratamento”, complementa.
Classificação de risco
Os pacientes que chegam à UPA com demandas odontológicas passam inicialmente por uma triagem realizada pela equipe de enfermagem. Com base nessa avaliação, cada paciente recebe uma classificação de risco representada por cores: vermelho, amarelo, verde ou azul, conforme a gravidade do caso.
Essa classificação assegura que os casos mais críticos recebam prioridade no atendimento, enquanto outros pacientes são assistidos conforme suas necessidades identificadas durante a triagem. Assim, o fluxo de atendimento é organizado levando em conta o risco e as condições clínicas individuais.
Márcia Mesquita Serva Reis, superintendente do Hospital Beneficente Unimar (HBU), afirma que a inclusão do atendimento odontológico nas UPAs aumenta a eficácia do suporte oferecido à comunidade.
“Ao disponibilizarmos o serviço odontológico emergencial nas UPAs, fortalecemos um modelo de assistência integral à população. Uma dor intensa ou uma infecção na boca pode impactar severamente o bem-estar e a qualidade de vida do paciente. Ter profissionais capacitados para acolher e aliviar essa dor proporciona mais segurança e humanização nos cuidados prestados, além de facilitar o encaminhamento adequado para continuidade do tratamento dentro da rede de saúde”, declara.
A recomendação é que os cidadãos busquem a UPA apenas em casos odontológicos que realmente exijam urgência, especialmente diante de dores intensas ou traumas. Consultas regulares e procedimentos eletivos devem ser realizados nas unidades de saúde convencionais e nos serviços odontológicos especializados.
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