
A Defesa Civil do Estado de São Paulo divulgou comunicado para explicar dois fenômenos que podem acompanhar tempestades intensas: microexplosões e tornados.
Embora possam provocar ventos muito fortes e danos semelhantes, os fenômenos possuem mecanismos de formação diferentes.
A microexplosão atmosférica ocorre quando uma corrente de ar muito intensa desce de uma tempestade em direção ao solo. Ao atingir a superfície, o ar se espalha rapidamente em diferentes direções, bem como produzindo rajadas.
Podem, inclusive, provocar queda de árvores, destelhamentos e danos em estruturas. É um fenômeno localizado, de rápida evolução e curta duração.
O tornado, por sua vez, está associado a uma tempestade capaz de desenvolver uma rotação persistente.
Em condições favoráveis, diferenças na velocidade e na direção dos ventos com a altura podem contribuir para a formação dessa rotação.
Quando ela se concentra e se estende em direção à superfície, pode ocorrer a formação de um tornado. Nem toda tempestade com rotação, no entanto, produz o fenômeno.
Apesar das diferenças, os danos provocados pelos dois fenômenos podem ser semelhantes. Por isso, a identificação não ocorre apenas observação dos estragos.
A confirmação depende da análise conjunta de dados de radar, satélite, descargas atmosféricas, observações de superfície e características dos danos.
Fenômenos em São Paulo
Em 24 de julho de 2026, uma tempestade severa atingiu Ribeirão Preto e municípios da região, provocando quedas de árvores, destelhamentos e danos em estruturas. Na ocasião, foram características compatíveis com uma microexplosão atmosférica.
Em 2025, um episódio em Porto Feliz, no interior paulista, onde uma microexplosão atmosférica provocou a destruição de fábrica de motores.
Também em 2025, Teodoro Sampaiosofreu danos por um tornado, com destelhamentos, queda de árvores e muros e prejuízos em imóveis do município.
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