Produtores de cachaça em alambiques localizados em nove municípios do “Circuito das Águas Paulista” agora têm a possibilidade de utilizar selos de Indicação Geográfica, que servem como prova da autenticidade dos seus produtos.
Esse reconhecimento emitido pelo INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) não apenas valoriza os itens produzidos, mas também oferece proteção contra imitações, além de fomentar a economia regional.
Os municípios abrangidos por essa iniciativa incluem Águas de Lindoia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindoia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro.
Com essa nova adição, o Estado de São Paulo agora possui 16 indicações geográficas reconhecidas, sendo que 11 delas referem-se a produtos oriundos do agronegócio. Entre essas indicações está a de café na região de Garça, situada nas proximidades de Marília.
O Circuito das Águas Paulista abriga aproximadamente 350 alambiques e produtores de cachaça. A bebida não só é elaborada com métodos tradicionais, como também carrega características únicas devido às condições naturais da área, incluindo solo fértil, clima ideal e abundância de água.
Adicionalmente, o Concurso Paulista de Cachaça de Alambique premiou duas das três cachaças mais bem classificadas no Estado provenientes dessa região.
Os registros da produção local remontam a 1929, quando Giuseppe Benedetti fez o primeiro registro oficial da cachaça. Segundo o INPI, “essa tradição foi transmitida ao longo das gerações, consolidando a área como um importante polo produtor”.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) contribuiu para esse processo fornecendo orientações técnicas referentes ao reconhecimento formal, legislação pertinente e procedimentos de registro e inspeção.
Além disso, a produção de cachaça na região é frequentemente associada ao turismo rural e caracteriza-se principalmente pela produção em pequena escala por famílias tradicionais, diferenciando-se assim da produção em larga escala industrial.
Em maio deste ano, o Circuito das Águas Paulista também recebeu reconhecimento como Indicação Geográfica para o café produzido na região.

