Operação Coffee Break identificou suposto pagamento de propinas, empresas de fachada e movimentações financeiras investigadas envolvendo Daniel Lancaster e a Life Tecnologia
A Operação Coffee Break, conduzida pela Polícia Federal, revelou um suposto esquema de corrupção que teria movimentado aproximadamente R$ 111 milhões em contratos públicos destinados à compra de materiais escolares em quatro municípios do interior de São Paulo.
De acordo com a investigação, a Life Tecnologia, comandada por André Mariano, obtinha vantagem em processos licitatórios mediante pagamento de propina a agentes públicos e utilização de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.
O empresário Daniel Lancaster, filho do ex-deputado estadual Gil Lancaster, foi apontado pela Polícia Federal como investigado por suposta participação na movimentação financeira dos recursos. Durante a operação, ele teve o sigilo telemático quebrado, sofreu busca e apreensão e viu uma empresa vinculada a ele ter R$ 187 mil bloqueados pela Justiça.
A Polícia Federal afirma que o esquema utilizava doleiros, contas de terceiros e empresas de fachada para dificultar o rastreamento dos recursos públicos desviados. Os pagamentos ilícitos eram identificados pelos investigados com o codinome “café”.
Além das investigações financeiras, o caso também revelou vínculos políticos de Daniel Lancaster em Cajamar e Barueri. No entanto, ao final de março de 2026, o Ministério Público Federal pediu o arquivamento do inquérito contra o empresário, decisão posteriormente acolhida pela Justiça Federal.
As investigações sobre os demais envolvidos e sobre a estrutura do esquema criminoso seguem destacando o suposto direcionamento de licitações, o superfaturamento de contratos e o pagamento sistemático de vantagens indevidas a agentes públicos responsáveis pelos processos licitatórios.


