Nesta quarta-feira, a Polícia Federal (PF) iniciou uma operação que envolve o cantor Alexandre Pires como um dos investigados em um caso de lavagem de dinheiro, falsificação e comércio ilegal de cassiterita na terra Yanomami.
A defesa do artista refuta qualquer participação nos crimes mencionados, assim como nega qualquer relação com a comercialização de minérios. Em declaração oficial, expressaram surpresa pela inclusão do cantor na investigação.
Esta é a segunda etapa da Operação Disco de Ouro, que investiga uma organização criminosa com atuação de caráter transnacional.
Estão sendo cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, além de 17 ordens judiciais para o sequestro de bens e valores, emitidas pela Justiça Federal.
Os objetivos das ações são coletar provas, interromper atividades ilegais e recuperar ativos supostamente relacionados aos crimes investigados.
Movimentação milionária
As apurações indicam que há movimentação e ocultação de recursos que superam US$ 48 milhões. As investigações envolvem empresas tanto nacionais quanto internacionais, operações financeiras globais e o uso de contas em nome de terceiros.
Além disso, a PF está examinando mecanismos informais para compensações financeiras e a utilização de indivíduos e empresas para dispersar os recursos financeiros.
A investigação rastreou uma movimentação total de R$ 4.434.050,00 em contas vinculadas à empresa do cantor, bem como possíveis conexões com as contas ligadas ao esquema. O fluxo financeiro identificado pela investigação soma R$ 31.035.050,00.
Essa investigação é um desdobramento da primeira fase da Operação Disco de Ouro, que focava na cadeia de comercialização e exportação de minérios.

