A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) anunciou nesta sexta-feira (29) que a produção na unidade da Ypê, situada em Amparo, no interior de São Paulo, está autorizada a ser retomada. A decisão foi tomada após a empresa ter corrigido diversas falhas sanitárias que foram identificadas em inspeções anteriores.
Com essa autorização, os produtos da Ypê fabricados a partir de 1º de abril de 2026 poderão ser comercializados e utilizados normalmente.
A permissão abrange itens como detergentes líquidos para roupas, lava-louças e desinfetantes que forem produzidos após essa data.
Entretanto, mesmo com a reabertura da fábrica, alguns produtos da marca ainda estão proibidos para venda e utilização.
A restrição se aplica a todos os detergentes, sabões líquidos para roupas e desinfetantes que possuem lotes terminados em “1” e que foram fabricados até 31 de março.
A liberação ocorreu após uma nova fiscalização, resultado do trabalho conjunto entre a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo, o Grupo de Vigilância de Campinas e a Vigilância Sanitária de Amparo.
O que mudou
Conforme informado pela Anvisa, a Ypê apresentou um plano para atender a 76 exigências sanitárias indicadas durante uma inspeção realizada em abril deste ano.
As ações incluem melhorias nos processos produtivos e no rastreamento dos itens fabricados, além do controle da qualidade.
“Constatamos que esta unidade da Ypê já possui as condições necessárias para operar com segurança e garantir produtos sem riscos sanitários à população brasileira”, declarou Leandro Safatle, presidente da agência, em comunicado oficial.
A Anvisa também ressaltou que continuará monitorando as ações corretivas implementadas pela empresa.
A bactéria
A situação teve início com a detecção de riscos relacionados à presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em alguns produtos. Essa bactéria é comum no ambiente e pode ser encontrada na água, no solo e em áreas úmidas. Em indivíduos saudáveis, geralmente não causa problemas sérios.
No entanto, ela pode ocasionar infecções em pessoas com sistema imunológico comprometido, como pacientes em tratamento oncológico, transplantados e idosos.
Dessa forma, a Anvisa classificou as medidas adotadas pela empresa como preventivas para proteger a saúde pública.

