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Guia orienta proteção contra sarampo em todo o Estado de São Paulo

Marilia DiarioMarilia Diariosetembro 11, 2026 597 Minutes read0
Guia orienta proteção contra sarampo em todo o Estado de São Paulo

Um guia com informações sobre prevenção, cuidados e serviços de saúde orienta população para proteção contra o sarampo em todo o Estado de São Paulo. Além disso, permite conhecer mais sobre a doença, sintomas e o que fazer

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e transmissão ocorre por secreções ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Entre os principais sintomas estão febre alta, manchas vermelhas no corpo, tosse, coriza e conjuntivite. 

Em alguns casos, pode causar complicações como pneumonia, infecções de ouvido e inflamação no cérebro, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.

Informação e vacina protegem

A vacinação é a forma mais segura e eficaz de prevenir o sarampo, e a manutenção de altas coberturas vacinais é a principal estratégia para evitar a circulação do vírus. 

A imunização contra a doença está disponível de forma gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de acordo com o calendário de rotina.

Dúvidas fazem parte da decisão de se vacinar. O mais importante é buscar respostas em fontes confiáveis e atualizadas, especialmente porque calendários e recomendações podem ser modificados de acordo com novas evidências e a situação epidemiológica.

O site Vacina 100 Dúvidas do Governo de SP reúne respostas para as principais perguntas sobre vacinação e é uma fonte oficial para quem busca informações confiáveis sobre imunização. Acesse: www.vacina100duvidas.sp.gov.br

Esquema de vacinação

Antes de ir à unidade, é recomendável consultar os horários de atendimento do município. Sempre que possível, leve a caderneta de vacinação e um documento de identificação e confira o esquema de vacinação.

Crianças

Aos 12 meses devem receber a primeira dose da vacina contra o sarampo e aos 15 meses a segunda dose.

Pessoas de 15 meses a 29 anos

Devem ter duas doses da vacina contra o sarampo registradas, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.

Pessoas de 30 a 59 anos

Devem ter pelo menos uma dose da vacina contra o sarampo registrada na caderneta.

Trabalhadores da saúde

Devem ter duas doses da vacina, independentemente da idade.

Dose zero para bebês

A rede de saúde mantém a dose zero da vacina tríplice viral para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias nas cidades São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

A indicação vale também para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo. Para isso, é preciso acompanhar avaliação das equipes de vigilância. 

Mas atenção, a dose zero não substitui as previstas no calendário, ou seja, mesmo que receba essa dose a criança deverá receber normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

  Sintomas do sarampo

Os principais sintomas são:

  • febre alta;
  • manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo;
  • tosse;
  • coriza;
  • conjuntivite;
  • mal-estar intenso.

Tem sintomas? Veja o que fazer

Pessoas com sintomas compatíveis com sarampo devem procurar atendimento em uma unidade de saúde para avaliação clínica. A confirmação depende, inclusive, de avaliação de exames laboratoriais.

Porém, durante o período de suspeita a pessoa deve evitar contato com outras pessoas. Além disso, informe profissionais de saúde sobre viagens recentes, contato com casos suspeitos e sua situação vacinal.

Outras vacinas

Atenção em casos de outros imunizantes que também utilizam vírus vivos atenuados. Dependendo da vacina, pode ser necessário respeitar um intervalo de quatro semanas quando as aplicações não são realizadas no mesmo dia.

Entre as vacinas que utilizam vírus vivos atenuados estão febre amarela, tetraviral (inclui varicela), varicela (catapora), rotavírus e dengue. 

No caso de crianças menores de 2 anos, a tríplice viral não deve ser aplicada no mesmo dia da vacina contra febre amarela.

Vacina acima dos 60 anos

Pessoas com 60 anos ou mais não entram no público-alvo da vacinação rotineira ou campanhas de reforço contra o sarampo porque autoridades de saúde consideram que pessoas a partir dessa faixa etária já tiveram contato natural com o vírus ao longo da vida, desenvolvendo imunidade duradoura.

Mas os idosos que tiveram contato direto com um caso suspeito ou confirmado de sarampo devem ser avaliados para receber a indicação de vacinar-se caso não tenham registro prévio da doença ou da imunização.

Isso não significa que todas as pessoas com 60 anos ou mais estejam automaticamente protegidas. Por isso, dúvidas sobre o histórico individual devem ser avaliadas com um profissional de saúde.

Gestantes, não

A gestante não pode tomar a vacina porque ela é feita com o vírus vivos atenuados (enfraquecidos) e há risco de afetar o feto, além de a imunidade durante a gravidez deixar o corpo da mulher mais vulnerável.

Ou seja, a vacina usa uma versão enfraquecida do vírus real que pode causar infecção em organismos com imunidade reduzida. O sistema de defesa da grávida trabalha de forma mais lenta para proteger o bebê, facilitando o risco de desenvolver a doença.

Além disso, existe a preocupação de o vírus da vacina atravessar a placenta e prejudicar o desenvolvimento do bebê ou causar complicações na gravidez. 

No pós-parto e durante a amamentação, as mulheres podem receber o imunizante, pois o vírus da vacina não passa para o leite materno.

Se a mulher tomar a vacina sem saber que estava grávida, ela precisa de acompanhamento médico no pré-natal. 

É indicado atualizar a caderneta de vacinação com a vacina tríplice viral pelo menos um mês antes de engravidar, e manter sempre a caderneta atualizada com os demais imunizantes. 

Bebês menores de 6 meses

Não é recomendado vacinar os bebês abaixo de seis meses porque o sistema de defesa deles ainda não está pronto para receber o imunizante. Além disso, eles estão protegidos pela imunidade da mãe.

Pessoas com imunossupressão e imunodepressão podem tomar a vacina?

As pessoas com imunodepressão, ou seja, deficiência grave na imunidade, que fazem quimioterapia ou usam remédios que baixam as defesas do corpo não devem tomar o imunizante.

Pessoas que vivem com HIV, por exemplo, podem ter indicação de vacinação em determinadas circunstâncias quando estão em tratamento, com carga viral controlada e boa resposta imunológica.

Quem tem alergia pode tomar a vacina?

Não deve tomar a vacina quem já teve reação alérgica muito forte a uma dose anterior ou a componentes da vacina (como gelatina ou neomicina). Já as pessoas que têm alergia a ovo podem tomar a vacina.

Pessoas com gripe ou febre podem tomar a vacina?

Quem está com febre deve esperar melhorar para se vacinar. O recomendado é estar há pelo menos 24 horas sem febre e em bom estado geral antes da vacinação. A espera também ajuda a evitar que sintomas da doença sejam confundidos com possíveis reações ao imunizante.

E quem já teve sarampo?

Quem teve diagnóstico confirmado de sarampo, por avaliação médica ou exame laboratorial, não precisa receber a dose adicional. A situação é diferente para quem acredita ter tido a doença, mas nunca teve confirmação. 

Nesses casos, a orientação é pela vacinação quando não houver comprovação de imunidade. Na dúvida, a recomendação é se vacinar.

E quem não sabe se tomou a vacina?

Quem não tem registro ou não se lembra se tomou a vacina contra o sarampo deve se vacinar.

As pessoas que não sabem se foram imunizadas tanto podem estar como não estar protegidas. Nesse caso, é recomendável a vacinação como prevenção.

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